Outro mundo, mesmo mundo. - O Espaço - Equilíbrio, empatia e prática Outro mundo, mesmo mundo.

Outro mundo, mesmo mundo.

2015/11/02 | Nenhum comentário | |


Caminhar outros caminhos
Jogar-se inteiramente
Para além do conforto de casa,
Viver o desigual.
Experienciar o novo dia após dia
Pessoas, lugares, sabores, cheiros, emoções, ideias, hábitos, climas, escolhas, caminhos, jeitos, idiomas, humores, toques, crenças, sentimentos...
Tentar fazer do mais inimaginável diferente,
O seu novo lar.


Que experiência maravilhosa, não?
Quanto aprendizado!
Eu diria explosão mental
Hiperbólico? Talvez..
Mas como a mente se expande!
Para nunca mais voltar ao seu tamanho anterior


Outros olhares,
As referências são ampliadas.
O que era verdade absoluta agora é relativo.
O que era importante agora já não tem mais o mesmo valor
As prioridades questionadas.
A mente cresce ao experimentar a imensidão do mundo,
e de repente tudo o que era grande agora é muito pequeno.
E assim, meio que como uma consequência, lhe vem a escuridão.



Dizem que a ignorância é uma benção
É como acordar da Matrix? Um caminho sem volta?
Quero dormir de novo!
Qual o ponto se é tudo tão pequeno?
Ao que se dedicar?
Você pode fazer tudo, ser um mestre em qualquer arte,
Mas pra quê? Por quê? Pra quem? Nada chama, nada brilha...
Cinza, vazio, inverno...
Experimentar a primeira marca: a dor.


“Ao sair da caverna, seus olhos queimam com a luz do sol, você está cego”
Disse-me Platão.
E com o tempo eles vão aprendendo, se adaptando.
E com o tempo a primavera vem chegando.
E devagar, um novo sentido vai surgindo.
Novo, mas que é velho.
Novo, mas que já estava lá há muito tempo.
Aquele gesto, aquele sorriso, aquela pessoa.
Aquele amigo, aquele suporte, aquelas palavras.


É tudo muito pequeno mesmo,
Mas do jeitinho que deve ser.
Maravilhosamente pequeno!
E você entende o valor imenso do pequeno.
Você vê que cada pequeno é parte de um todo gigantesco.
Imensurável, incalculavel, infinito.
Então existe algo que realmente vale a pena?
Algo que sempre se manifesta, independente de qualquer coisa.
Que engrandece a alma de quem recebe,
Mas engrandece muito mais a alma de quem oferece.
Existe.
Se chama amor.


       Outro mundo, Budapeste 

         Ty. D.

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