Vida Próspera - Capítulo 2 - Mantendo o Equilíbrio Financeiro. - O Espaço - Equilíbrio, empatia e prática Vida Próspera - Capítulo 2 - Mantendo o Equilíbrio Financeiro.

Vida Próspera - Capítulo 2 - Mantendo o Equilíbrio Financeiro.

2016/01/25 | 2 comentários | |


Equilíbrio financeiro - finanças


E aí, bora continuar nossa série?! Da última vez nós mostramos estratégias para os que estão perdidos e/ou atolados em meio as dívidas. Caso tenha perdido, pode acompanhar por aqui:


Show de bola, não? Então agora posso considerar que você já está seguindo todas as dicas, se organizando, colocando no papel  e tomando consciência do seu fluxo de caixa, a forma como o dinheiro vem e a forma como ele vai embora. Está tampando todos os buracos e, muito em breve, as coisas irão começar a fluir.

Mesmo que ainda não seja possível enxergar a evolução, saiba que ela está acontecendo. Mantenha-se firme e vamos em frente!

Neste capítulo, vamos falar sobre como manter as contas equilibradas para terminar o mês com o saldo positivo. Isso significa que, ao final do mês, a quantidade de dinheiro que entrou foi maior do que a quantidade de dinheiro que saiu.

Gastar menos do que se ganha é um princípio básico da saúde financeira, independentemente da quantidade de dinheiro que você consegue fazer.

No texto sobre A Corrida dos Ratos (link aqui), eu bato muito nesta tecla e aqui insisto mais uma vez: se você é desorganizado e acaba por torrar  mais dinheiro do que ganha, um aumento de receita não vai resolver o seu problema.

Você pode ser promovido, trocar de emprego, dobrar as vendas ou até mesmo entrar num negócio de marketing multínivel. No final, aumentará também os seus gastos e manterá o mesmo padrão.

Volta e meia a gente vê na TV aqueles casos de pessoas que ficaram ricas do dia pra noite e, em pouco tempo, se empobreceram de novo.  Ora, se nem ganhar na loteria está resolvendo o problema das pessoas, então como posso achar que ficar fazendo hora extra todo dia vai resolver os meus?

“Ah, a mega-sena resolveria o meu problema sim! Essas pessoas que perdem tudo são bem trouxas!”

Mas será que a “trouxisse” delas está tão distante da nossa própria “trouxisse”?

Claro que receber uma herança ou ganhar na loteria é um exemplo extremo de aumento de receita.

O que quero dizer é que todos nós temos, mentalmente, um fluxo de caixa pré-programado. Aumentar os ganhos não vai mudar esse fluxo. Vai apenas pontecializá-lo.

Por isso é mais importante me preocupar em ter um bom fluxo de caixa do que com quanto dinheiro eu recebo.

Com certeza você conhece aquela pessoa com um bom salário que vive em meio ao caos financeiro. Isso é muito comum.

Eu não quero passar por um cara repetitivo, mas é que poucas pessoas se dão conta deste princípio tão fundamental. A maioria está com o foco voltado para um aumento de receita, enquanto o problema se resolve com reeducação.

Mas vamos ao que interessa!


Capítulo 2 - Mantendo um equilíbrio financeiro.


No Capítulo sobre dívidas, eu mencionei que todos os textos da série são interconectados e que mesmo sem ter o saldo muito negativo, valeria a pena acompanhar e ler tudo do começo.

Aqui, você vai começar a entender o porquê. Vai perceber que muito além de aplicar alguns macetes, a nossa ideia é, de fato, trabalhar uma mudança de paradigma na forma de enxergar, pensar e usar o dinheiro, visando a prosperidade e o bem estar no longo prazo, tanto materialmente quanto mentalmente.

Certo, as boas práticas:



#1 Planejamento


Acompanhando Vida Próspera do início, você já toma nota de todos os seus gastos. Tome nota também de suas receitas e investimentos. Assim você tomará consciência de todo o seu fluxo de caixa. E provavelmente vai começar a ver uma tendência de como as coisas acontecem na sua vida financeira.

Se você, ao contrário das pessoas que têm um salário fixo, vai tirando suas receitas ao longo do mês, então as anotações são ainda mais importantes. É muito difícil memorizar todo dinheiro que vai “pingando” na conta bancária.

Não saber exatamente o quanto ganha, como saber o quanto pode gastar? É assim que contraímos dívidas e perdemos dinheiro.

De posse de todos os números, é hora de planejar. De 15 em 15 dias ou cada a mês, planeje como você gostaria que fosse o seu fluxo de caixa nesse período.

Aqui é muito importante ser realista. Não prometa aquilo que você não possa cumprir. Planeje visando sempre que o seu gasto total seja menor que todas as suas receitas.

Tente seguir o plano ao máximo.  Caso não consiga no primeiro momento, tudo bem, não se deixe abalar, lembre-se da homeostase, perceba que só de ter uma linha-referência para seguir já é um grande avanço.

Veja bem, não estou dizendo que falhar é ok. Falhar é ruim. Mas a falha oferece o maior dos aprendizados: autoconhecimento. Utilize a experiência para traçar o próximo planejamento e esteja cada vez mais perto da linha. Lembre-se sempre da seriedade na hora de avaliar o progresso.



#2 Consumismo do mal.


O consumismo exagerado é uma das grandes questões do nosso tempo. Precisamos aprender a lidar com essa prática, que vem se mostrando extremamente danosa e insustentável, em várias esferas.

Mas eu não estou aqui para falar das suas consequências psicólogicas, sociais ou ambientais. Isso é assunto para outra conversa. Hoje quero que a gente tente focar apenas no seu bolso.

Por diversos fatores, somos, todos os dias, tentados a comprar coisas que não precisamos. Seja pra preencher um vazio, por uma falsa necessidade ou por uma, também falsa, sensação de felicidade que aquela coisa pode nos proporcionar. 

Desde pequenos, tentam associar o consumo às nossas emoções mais fortes. E isso vem funcionando.

O resultado disso é o impulso.

Controlar o impulso é um exercício que faz toda a diferença. Tanto pro bolso quanto pra vida. O protagonismo que existe em conseguir dizer não traz uma felicidade genuína e mais duradoura do que a felicidade de momentânea daquela compra chamativa.

Nada como ser dono das nossas próprias escolhas, não é mesmo? Eu tenho uma estratégia que pode ajudar a controlar o impulso. Para isso, vamos imaginar a seguinte história:


Aurora é uma mulher linda, muito fina e arrumada. Mas anda sempre com o orçamento na corda bamba. Quem a vê, não imagina que ela já quase teve o nome sujo por duas ou três vezes. Ela nunca sabe quanto vai ter que pagar de cartão de crédito no próximo mês, mas acaba por sorte conseguindo pagar tudo. Pelo menos, foi assim até o momento.

Ela trabalha em um escritório perto do shopping e todos os dias passa por lá pra dar uma olhadinha e passear antes de ir embora.

Determinado dia, Aurora passava em frente a uma famosa loja de sapatos e se deparou com uma super liquidação. Números e letras grandes chamando atenção para os incríveis descontos e condições de pagamento.

Curiosidade capturada com sucesso, Aurora estava dando uma olhada na vitrine quando viu um lindo sapato, divo, parecia o único par na loja e ainda estava valendo a metade do preço! De 400 reais por apenas 250 e parcelado em até 6 vezes. Ela viu ali uma grande oportunidade.

“Que sorte eu tive, se dividir em três vezes, mal sentirei o peso das prestrações, pensou ela. “Isso que é estar no lugar certo, na hora certa”.

Assim, nossa amiga realizou a compra e se sentiu muito satisfeita. Foi pra casa realmente feliz com o seu novo par de sapatos. Mas ela não pensou em duas coisas no momento da compra:

Ø Ela tinha uma coleção de 39 sapatos e nunca tinha usado mais da metade deles.

Ø Mesmo com o desconto, duzentos reais ainda era um valor elevado para o momento financeiro que ela se encontrava.

No final das contas, ela também não chegou a usar esse sapato. Ficou esquecido no meio dos outros. A alegria em se ter um item novo logo se esvaiu e deu lugar a um vazio. E até hoje, Aurora tenta preencher este vazio em meio aos mais diferentes impulsos consumistas.



Um triste fim, não é? Mas quem nunca teve um pouco de Aurora? Essa história é a realidade de milhões de pessoas, infelizmente.

Mas o que ela, e nós, podemos fazer para vencer os impulsos consumistas? A minha estratégia é: anotar.

“ Esse lenga lenga todo pra você vir de novo com essa de anotar?”

Sim, de novo com isso. Não subestime o papel e a caneta, jovem padawan.

Só que agora de um modo diferente: toda vez que você sentir uma vontade incontrolável de comprar alguma coisa, não compre. Ao invés, pegue um caderninho e anote o item e o preço.

Passando uma semana, abra o caderninho e veja quantos itens supérfluos você deixou de comprar e quanto dinheiro economizou. Há grandes chances de você se assustar. Um susto do bem, eu diria.

Você também perceberá que aquela necessidade incontrolável de comprar aquilo, na maioria das vezes, não é tão verdadeira assim. E o principal, se sentirá feliz de genuinamente com os resultados do processo.

É muito difícil segurar um impulso sem não fazer nada. Então porque não fazer algo? Escrever é executar uma ação diferente da ação de compra.

Bacana ou não? Vida Próspera não é sobre ações simples e impactantes? Essa foi uma delas! Esse caderninho pode te surpreender positivamente de diversas formas e em vários momentos. Nossos desejos podem mudar muito de uma semana para outra.

 



#3 Fugindo das armadilhas.


Quero ressaltar duas das principais arapucas que são armadas todos os dias para nos pegar:

#3.1 Promoção, será mesmo?


Na maioria das vezes, uma compra que parece uma escolha deliberada é uma reação que nasce das fortes influências do consumismo, as quais somos submetidos o tempo todo.

Não é porque aquele item supostamente tem 70% de desconto que eu obrigatoriamente tenho que comprá-lo.

Claro, encontrar uma boa liquidação é sempre muito vantajoso. Mas nem sempre é o caso. É sempre bom se questionar para não cair em furadas.

Este desconto é real? Eu sei o preço do produto anterior a promoção? Ninguém merece Black Fraude.

Mesmo com desconto, o preço não continua elevado? Cabe no meu orçamento? “Olha só, aquela TV passou de 4500 para 3999, vou aproveitar e trocar a minha”! Vai lá bobo..

Eu realmente preciso do produto? Já não possuo nada em casa que realiza uma função parecida? Quero adquirir um novo apenas porque o preço está chamativo? Isso é cair na armadilha.

Enfim, são centenas de questionamentos que você pode fazer. A ideia é tentar enxergar além do que aquela promoção está gritando com suas letras e números grandes e coloridos.


#3.2 Facilidade no pagamento, #sqnão:


Muito cuidado com as “suaves prestrações”. Uma prestração, na realidade, não passa de uma obrigação. Veja só como um nome mais adequado faz a gente pensar duas vezes. Suaves obrigações. Ninguém tá querendo mais obrigação pra vida não.

Imagine só, se você está tentando seguir com uma vida financeira equilibrada, então é de se pensar que primeiro devemos pagar as dívidas, afim de evitar um acúmulo, pra depois definir um orçamento. Quanto mais coisa se tem pra pagar no próximo mês, menos dinheiro sobra. Com menos dinheiro, nos resta consumir parcelando mais coisas.

Assim começa a bola de neve. Assim se inicia a corrida dos ratos. Assim você conclui que precisa ganhar mais dinheiro para se resolver. Agora está mais do que claro que não é este o problema, certo?

No fim,  são tantas obrigações que você está na corda bamba. Refém do seu emprego, refém do seu chefe, refém de tudo. Nada pode dar errado. Uma crise no país? Aí você está em maus lençóis.

O ideal é criar o hábito de poupar sempre, que inclusive é o tema do Capítulo 3, e procurar adquirir os produtos sempre à vista.

Adquirir os produtos à vista é extremamente benéfico. Evita-nos novas obrigações, além dos juros que nos deixam mais pobres e ainda abre a possibilidade de negociação direta com o dono do produto ou serivço.




Conclusão


Chegamos ao fim de mais um capítulo! Meu mais sincero obrigado a você que acompanhou até aqui. O que você está achando até então? Fique à vontade para me dar um feedback (críticas ou sugestões) por aqui, email ou em qualquer mídia social.

Percebeu o que estamos virando ao fim desses dois capítulos? Se você pensou em Gestores Financeiros, então pensamos juntos!
E é isso mesmo, e é bem possível de realizar tudo, não acha? Veja bem, não estou dizendo que é fácil, mas que é possível. Bem possível.

Nossa série está ficando muito bacana. Fique ligado no capítulo 3 que será  sobre como poupar dinheiro e adquirir capital para no futuro poder investir, que será o tema do capítulo 4.

Um abraço!

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