A Boneca de Sal - O Espaço - Equilíbrio, empatia e prática A Boneca de Sal

A Boneca de Sal

2016/05/31 | Nenhum comentário | |


A capacidade de estar em outra pessoa, enxergar com os seus olhos, ouvir com os seus ouvidos. Evitando, assim, um julgamento baseado em uma experiência individual limitada.

Reconhecer-se na própria ignorância e, através disso, ter coragem para ganhar o infinito mar em possibilidades...

Isso é Empatia.

E foi isso o que a bonequinha de sal experimentou naquele dia.

A Boneca de Sal


Era uma vez uma boneca feita de sal. Após peregrinar por terras áridas, chegou a um areal e descobriu o mar.
Porém não conseguiu compreendê-lo: como era imenso e apelativo aquele mar. E como era misterioso?
Ali ficou, perdida em contemplação, e tentando indagar mil e uma palpitantes respostas advindas daquele mar:

- Diz-me, quem és tu?

- Sou o mar.

- Mas o que é o mar?

- Sou eu!

- Explica-me melhor, por favor! Deixa-me perceber, deixa-me conhecer-te...

- É simples: toca-me.

Empatia A boneca de sal
"toca-me"
A boneca, extasiada, mas um pouco receosa, avançou um passo em direção à espuma que orlava aquela vastidão, e deixou que os seus pequenos pés fossem acariciados por aquela evanescência. Um pouco mais afoita, mergulhou os seus pés, completamente, na água que a convidava. E - surpresa - sentiu que começava mesmo a compreender alguma coisa.


Quando, porém, pôs os olhos no chão, percebeu, assustada, que os seus pés haviam desaparecido. Protestou aflita:

- Oh! Que fizeste tu, mar? Onde estão os meus pés?

Mas o mar replicou:

- Porque choras? Apenas foi necessário ofereceres alguma coisa - um pouco de ti própria - para poderes compreender...

A boneca refletiu e serenou; e pareceu-lhe que entendia um pouco mais.

Então, decidida, ansiosa pelo conhecimento, avançou. A água começou lentamente a cobrir partes do seu corpo, ao mesmo tempo em que sentia que estas, se desvaneciam. A cada passo que dava, a menina perdia algum pedaço. Contudo - oh, estranho "porquê"! - quanto mais avançava, mais e mais profundamente compreendia, mais saber lhe era comunicado, apesar de ainda não ser capaz de dizer o que era o mar. Ainda lhe faltava alguma coisa:

- O que é o mar, afinal?

Uma última onda arrebatou o que restava dela. E, precisamente, naquele derradeiro momento em que desaparecia na imensidão do seu seio, a boneca exclamou:

- O mar... sou eu!


(Lenda Budista, adaptada)

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Grande abraço!

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