Afinal, é possível ter uma Vida Equilibrada na prática? - O Espaço - Equilíbrio, empatia e prática Afinal, é possível ter uma Vida Equilibrada na prática?

Afinal, é possível ter uma Vida Equilibrada na prática?

2017/06/01 | Nenhum comentário | |

Equilíbrio é utopia?


Sempre me fiz essa pergunta. Seria essa uma promessa de gente que só quer vender fórmulas mágicas e soluções instantâneas? Mais uma das várias ondas new-age-zen-paz-e-amor? Ou é realmente alcançável a um ponto em que se possa dizer: “Pronto! Agora está tudo em perfeita harmonia!”.

Quanto mais procurava por um lugar de estabilidade, mais a dúvida crescia dentro de mim. Como ter equilíbrio na vida com tantas coisas acontecendo?

Tantas responsabilidades. Contas pra pagar. Pessoas que contam comigo. Que precisam de mim. Vida social. Vida profissional. Problemas. Estudos. Lazer. Atividade física. Alimentação. Sono...

Política. Comunidade. Sociedade. Violência. Guerra. Fome. Desigualdade. Desemprego. Discriminação. Ódio...

Chega uma que você pensa: “Cara... Não dá. Apenas não dá”. Fiquei assim um tempo. Pensando que esse negócio de Equilíbrio na Vida era um sonho comercial para vender livros (e às vezes é mesmo).

Num segundo momento, eu comecei a enxergar que algumas pessoas realmente pareciam estáveis. Realmente em paz. Mas aquilo estava tão distante. Pensava: “puts... essa deve ser uma vida chata. Esse não é o meu estilo e não combina comigo”.


Mas eu tava era de preconceito


Só depois, com o tempo, com vivências, com estudos, trocas, partilhas e, principalmente pela necessidade, fui me abrindo às novas perspectivas. Até finalmente entender o que era de fato o equilíbrio, e como era possível alcançá-lo.

Hoje posso afirmar com tranquilidade: uma vida equilibrada é humanamente tangível. E não precisa ser chata, pacata ou lenta. Ao contrário muitas vezes.

Diferente do que muitos gurus vendem por aí, a base do equilíbrio está na saúde mental.

E, felizmente, dentro disso avançamos bem coletivamente. Até pouco tempo, saúde mental era no 8-80. Separados por uma linha tênue, você era louco ou normal. Finalmente, estamos descobrindo o vasto e o rico que mora entre os dois extremos.

Vamos percebendo que, cuidar da saúde mental, não é coisa de doido. É coisa necessária a todos nós. Uma área que merece atenção.

E que continuemos assim, derrubando os paradigmas em torno do tema e caminhando para uma vida mais estável em um mundo mais estável.

É na saúde mental que se encontra o ponto de convergência de toda a complexidade do ser humano.


Uma caminhada multidimensional.


A busca pelo equilíbrio é uma busca multidimensional, assim como é o ser humano. Quando negligenciamos uma das áreas, empobrecemos nossa experiência e comprometemos a saúde mental.

o ser humano e suas várias facetas
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Um lugar que não recebe o devido cuidado acaba puxando todo o resto pra baixo. Às vezes, sem querer, caímos num ciclo vicioso, tentando consertar às coisas, sem entender que, na verdade, negamos uma parte importante de nós.

É nesse sentido, que quero compartilhar com você um trabalho maravilhoso feito por minha amiga Ju Goes. Um trabalho feito com muito carinho e cuidado (dá pra ver logo na primeira navegada pela página).

A Ju divide tudo o que aprendeu, na sua caminhada pessoal, para alcançar o equilíbrio que precisava, com atenção e respeito às diversas áreas da vida.

São dicas valiosas e podem, quem sabe, te ajudar de alguma forma:


Saúde mental é equilíbrio que é paz.
Ou vice-versa? =)


Aceitar-se a si mesmo: o primeiro e mais fundamental passo.


Esse é um erro que cometi e que vejo quase todo mundo cometendo: procurar pelo equilíbrio de maneira obsessiva, de maneira... Desequilibrada. Isso é, por si só, caminhar no sentido oposto.

O primeiro e mais importante passo é simples, mas não fácil: a autoaceitação. Significa estar ok com a posição atual, com o lugar que se ocupa.

E eu entendo porque a gente se rejeita. Todos cobram demais. A sociedade é apressada. Nós nos cobramos demais também. A gente precisa de tudo pra ontem, mas não conseguimos e tentamos com mais força... Até cairmos no mar da frustração.

Os gurus pioram tudo. Falam que é só pensar positivo. Que só depende de nós. Que basta querer... "Então eu não estou querendo o suficiente? Não penso positivo o suficiente? Caramba... Sou pior do que imaginei!"... Depois de pequena euforia, frustração dobrada.

A gente precisa é de colocar os pés no chão e olhar pra frente com serenidade.

Respeitando os próprios limites, a própria história, as dificuldades, as qualidades, os valores, enfim... Respeitando o eu em sua integralidade, em suas nuances e complexidade. O lado que se tem orgulho e o lado que se quer esconder.

Esse passo representa, no mínimo, 80% da transformação. E os outros 20% vêm, de maneira quase que natural.

Depois você descobre que esses outros 20, na verdade, vão acontecendo ao longo da vida. Pois viver é fluir. Não é estático. E o equilíbrio está na caminhada, nas transformações. Nas construções e desconstruções. Na eterna moldagem do ser. E aí você percebe que é justamente isso que faz da nossa experiência tão bela.

Mas ninguém é obrigado a conta dar conta sozinho. Às vezes a gente não consegue. Às vezes dói. Ficamos presos, encurralados. Nessa hora, procurar ajuda já é reconhecer a limitação, já é uma inclinação corajosa em direção à aceitação de si. É nobre, forte e bonito.

Reforço aqui a indicação do trabalho da Ju Goes. Lá você poderá estar em contato com outras pessoas que também estão batalhando todos os dias, aprenderá a olhar sob novas perspectivas e internalizará excelentes práticas.


Ainda assim, se você precisa de algo mais pessoal, com mais atenção. Procure um profissional na sua região. Um psicólogo pode ser de grande ajuda.

Também me coloco disponível para conversamos, ok?


Grande abraço!

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