O que estou fazendo aqui? - O Espaço - Equilíbrio, empatia e prática O que estou fazendo aqui?

O que estou fazendo aqui?

2017/10/28 | Nenhum comentário | |




Por 
Rafa Henrique


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Gostaria de dividir meu espaço com vocês, leitores. Para começar, irei me apresentar.

Meu nome é Rafael, e sou graduado em Engenharia de Energia pela PUC Minas, e estou recentemente fazendo um mestrado em Planejamento em Sistemas Energéticos pela Unicamp.

Acompanho  O Espaço há bastante tempo e por isso decidi colaborar com o site, porque acredito que o mundo precisa desta transformação. Irei compartilhar a minha visão sobre esta necessidade.

Durante a minha trajetória acadêmica, aprendi bastante sobre a interdisciplinaridade. Da mesma forma que sua importância na engenharia, e em outros projetos na vida real. Logo, é importante a junção de vários conhecimentos para a consolidação de um grande projeto. Tanto que nos tempos atuais, a interdisciplinaridade é bastante reforçada. 

Um exemplo na engenharia é criar projetos que tenham não apenas ganhos econômicos, mas também sociais e ambientais. Eu inclusive sou muito instigado a ver e criar uma conexão nestes três pontos em meu mestrado.

A Interdisciplinaridade, neste caso, seria forma de conectar várias disciplinas em um único tópico. Ela é, em si interessante por ter um desafio ao trabalhar nestas conexões. Quanto maior este número de conexões, maior o fluxo de informações adquiridos para um trabalho mais solido.

Na formação humana, estas conexões tem esse mesmo objetivo. Aumentando este número de conexões, aumenta-se as possibilidades de uma melhor construção no caráter humano. Juntando determinados valores, como as emoções, a comunicação, a escuta, a empatia e o ego, é possível utilizar os mesmos para auxílio na moldagem de sua formação. E até mesmo facilita a pessoa a encontrar uma melhor e mais eficiente saída sobre determinada situação. É como se diz: é preferível escolhas mais complexas porem eficientes, do que escolhas mais simples porém ineficientes.

Resposta fácil e errada ou complexa e certa
Respostas: simples e erradas ou complexas e certas?

Porém, mesmo que eu tenha obtido uma melhor visão de como utilizar essas conexões, vejo muitas pessoas ao meu redor que ao meu ver, não sabem utiliza-las direito. Em filosofia, por exemplo, os alunos são ensinados a abandonar o “Senso Comum”. O senso comum é visto na ciência como uma visão limitada, cheia de preconceitos, além de conservadora. Isso é devido a forma que as pessoas ainda o usam, ao invés de refletir em torno do mesmo.


Apesar disto, vejo muitas pessoas que ainda utilizam este “senso comum”, não só na Engenharia, mas também em sua formação humana. Isso é possível devido aos julgamentos prévios, ao Fla-Flu político, dentre outros. É uma situação triste, mas felizmente hoje consigo ter uma visão mais ampla e racional. 

E é claro, não só na Engenharia, mas também em outros cursos, e até mesmo pessoas fora da Universidade estão sujeitas a utilizar este senso comum. Com isso, percebi que existe um senso comum na vivência social, pelas respostas “prontas” das pessoas em determinado tema. Como por exemplo, o famoso bordão de “bandido bom é bandido morto”.

Desta forma, venho a propor aqui em meu espaço, minha visão sobre vários assuntos, além de contar algumas das minhas experiências. Sobre minha vivência, sobre o que eu penso sobre um tema. É claro, nunca fugindo desta temática que é o uso destas conexões para moldar uma visão mais concreta.

Confesso que já tive minha visão limitada sobre determinados assuntos. Porém, foi com o uso destas conexões em minha formação humana que pude alterar minha opinião, até mesmo me arrependendo de algumas coisas que já fiz ou até falei. Apesar destes erros, sinto feliz pois parece que eu fui liberto de uma prisão na qual parecia que não existia saída. Isso ajudou até mesmo em meu amadurecimento. E já adianto que não é fácil sair desta bolha que limita a nossa visão.

Espero que tenham gostado.


Sobre o Autor:
Rafael Henrique Engenheiro de Energia pela PUC-MG, e fazendo mestrado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela UNICAMP. Já fez intercâmbio em Flagstaff (EUA) pelo CsF, além de trabalhar por um ano na ONG Engenheiros sem Fronteiras Núcleo BH. Crê que a Engenharia pode criar uma grande transformação no mundo em aspectos econômicos, ambientais, políticos e sociais, da mesma forma que as demais ciências.

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